ne9 - Publicado em: 12/06/2026 10:21

Copa do Mundo 2026

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Nesta quinta-feira, a bola começa a rolar para mais uma Copa do Mundo. Pela primeira vez, o torneio será realizado em três países: 
Estados Unidos, México e Canadá.

A bola começa a rolar para mais uma Copa do Mundo. Pela primeira vez, o torneio será realizado em três países: Estados Unidos, México e Canadá.

 Também será a primeira edição com 48 seleções, um crescimento significativo em relação às 32 equipes que disputavam o título até a edição passada.

Mas, apesar de toda essa grandiosidade, há algo que parece menor. Bem menor.

Copa do Mundo já não ocupa o mesmo espaço no coração dos brasileiros. E no Nordeste então, é algo visível e triste de constatar.

Antigamente, a chegada do Mundial era um acontecimento quase sagrado.

 As ruas ganhavam bandeirinhas verdes e amarelas semanas antes da estreia.

 As crianças pintavam o rosto. Os vizinhos se organizavam para decorar a rua. Os bares lotavam. 

As famílias marcavam encontros. A Copa era assunto em qualquer esquina, na fila da padaria ou na conversa do fim da tarde. E se misturava com o São João em looks verde e amarelo e comemorações forrós adentro.

Hoje, muita gente sequer sabe quando o Brasil estreia.

É curioso observar isso. Afinal, em 1994 também estávamos há 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo.

 O jejum era exatamente o mesmo. A diferença é que existia uma crença coletiva. Havia uma confiança quase irracional na camisa amarela, na mística da Seleção, na possibilidade de que o Brasil sempre encontraria um jeito de vencer.

O Brasil continua sendo o maior campeão da história, mas já não entra entre os principais favoritos (em 94 também não éramos).

 E, mais do que isso, a Seleção deixou de ser um símbolo capaz de unir o país da forma que unia décadas atrás.

As ruas permanecem sem decoração. A expectativa é tímida. A audiência já não é a mesma. A conversa gira em torno de muitos assuntos, e a Copa é apenas mais um deles.

Talvez porque o futebol tenha mudado. Ou o mundo tenha mudado. Talvez porque nós mesmos tenhamos mudado.

No Nordeste, existe ainda um ingrediente especial nessa equação. A Copa divide espaço com algo que pulsa muito forte no mês de junho: o São João.

 Enquanto a Seleção busca recuperar seu prestígio, cidades inteiras estão preocupadas com as quadrilhas, os arraiais, o forró e os reencontros que fazem desta época do ano uma das mais aguardadas pelos nordestinos.

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