Segundo a mãe de Gisele, no dia 13 de fevereiro a PM ligou e disse que não estava mais suportando e que queria se separar.
A PM foi encontrada morta por volta das 7h com um tiro na cabeça dentro do apartamento que dividia com o marido no Brás, região central da capital.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no dia, o marido saiu do banho e a encontrou caÃda no chão,
sangrando e com uma arma na mão. Gisele foi levada ao Hospital das ClÃnicas, mas morreu horas depois.
Após a coleta de depoimentos de pessoas próximas à vÃtima, a PolÃcia começou a investigar o caso como morte suspeita, com acompanhamento pela
Corregedoria da PolÃcia Militar do Estado de São Paulo.No mesmo dia, a TV Globo divulgou denúncias anônimas registradas em um inquérito policial
que apontaram que o casal vivia uma relação conturbada, com ameaças, perseguição e episódios de instabilidade emocional.
O documento também apontou que o tiro que causou a morte de Gisele ocorreu após uma discussão do casal.
Realizada pelo Instituto de CriminalÃstica (IC), a reconstituição ocorreu na residência onde o casal morava no Brás, com a participação de Geraldo.
A perÃcia do Instituto de CriminalÃstica identificou, com uso de luminol, vestÃgios de sangue dentro do box do banheiro,
onde Geraldo afirmou que estava tomando banho na hora do disparo.
O corpo da PM foi exumado, após determinação da Justiça. Os peritos do Instituto Médico Legal (IML),
identificaram marcas na região do pescoço e no corpo da vÃtima, possivelmente causadas por arranhões,
e sinais de que ela havia desmaiado antes de ser baleada na cabeça. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, ela não teria se defendido.
Um dos socorristas que encontrou a vÃtima no dia do crime fotografou a cena. Segundo depoimento dado ao Fantástico,
ele achou estranho porque a arma estava muito bem encaixada na mão de Gisele, o que não costuma ocorrer em caso de suicÃdio.