msn - Publicado em: 19/03/2026 08:57

Caso Gisele: confira a cronologia do crime até a prisão do marido

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A Polícia Civil decretou nesta terça (17) a prisão de Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar e marido da também 

PM Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro.

Inicialmente, a morte foi apurada como suicídio, porém, após familiares da vítima acusarem o tenente-coronel de praticar violência psicológica contra Gisele,

 a tipificação foi alterada para morte suspeita.

Antes de ser encontrada morta, Gisele enviou mensagens a uma amiga se queixando de ciúmes do marido.

 "Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. 

Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham [...]", teria escrito a PM.

Segundo a mãe de Gisele, no dia 13 de fevereiro a PM ligou e disse que não estava mais suportando e que queria se separar.

A PM foi encontrada morta por volta das 7h com um tiro na cabeça dentro do apartamento que dividia com o marido no Brás, região central da capital.

 Segundo o boletim de ocorrência registrado no dia, o marido saiu do banho e a encontrou caída no chão,

 sangrando e com uma arma na mão. Gisele foi levada ao Hospital das Clínicas, mas morreu horas depois.

Após a coleta de depoimentos de pessoas próximas à vítima, a Polícia começou a investigar o caso como morte suspeita, com acompanhamento pela

 Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.No mesmo dia, a TV Globo divulgou denúncias anônimas registradas em um inquérito policial

 que apontaram que o casal vivia uma relação conturbada, com ameaças, perseguição e episódios de instabilidade emocional.

O documento também apontou que o tiro que causou a morte de Gisele ocorreu após uma discussão do casal.

Realizada pelo Instituto de Criminalística (IC), a reconstituição ocorreu na residência onde o casal morava no Brás, com a participação de Geraldo.

A perícia do Instituto de Criminalística identificou, com uso de luminol, vestígios de sangue dentro do box do banheiro,

 onde Geraldo afirmou que estava tomando banho na hora do disparo.

O corpo da PM foi exumado, após determinação da Justiça. Os peritos do Instituto Médico Legal (IML),

 identificaram marcas na região do pescoço e no corpo da vítima, possivelmente causadas por arranhões, 

e sinais de que ela havia desmaiado antes de ser baleada na cabeça. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, ela não teria se defendido.

Um dos socorristas que encontrou a vítima no dia do crime fotografou a cena. Segundo depoimento dado ao Fantástico, 

ele achou estranho porque a arma estava muito bem encaixada na mão de Gisele, o que não costuma ocorrer em caso de suicídio.

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