Cientistas há muito se perguntam sobre as origens da doença de Alzheimer. Agora, uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh revela um potencial culpado inesperado: o vírus herpes simplex comum tipo 1 (HSV-1), mais conhecido como o vírus que causa herpes labialEles estudaram amostras de 29 indivíduos em três grupos: aqueles sem Alzheimer, aqueles com doença leve e aqueles com doença avançada.
Amostras de tecido cerebral de indivíduos com doença de Alzheimer mostraram níveis significativamente mais altos de proteínas virais do herpes em comparação com amostras de pessoas sem a doença.
Mais intrigantemente, essas proteínas virais foram encontradas agrupadas com a proteína tau modificada nos mesmos locais celulares, particularmente em regiões cerebrais mais vulneráveis à patologia da doença de Alzheimer em diferentes estágios da doença.
O mais surpreendente é que as células cerebrais que contêm a proteína tau modificada foram mais capazes de sobreviver à infecção viral do que aquelas sem ela. Isso sugere que, em vez de ser puramente prejudicial, a modificação da tau pode inicialmente servir como uma resposta protetora que só se torna problemática quando persiste ou se torna excessiva ao longo do tempo.
Essas descobertas podem explicar por que estudos anteriores encontraram ligações entre a infecção por HSV-1 e o aumento do risco de doença de Alzheimer, e por que medicamentos antivirais parecem reduzir o risco de demência em algumas populações.
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